Gestão por dados - Gestão Estratégica - Poder Judiciário de Santa Catarina
A frente Gestão por dados reúne iniciativas voltadas ao uso qualificado de informações para apoiar decisões, definir estratégias e monitorar resultados.
Os desafios incluem cultura data driven, estruturação da gestão de dados judiciais, identificação de litigância predatória, mapeamento de congestionamento e criação de painéis que apoiem a Presidência, a Corregedoria e as áreas técnicas.
Nos primeiros 100 dias, essa frente demonstra a intenção de fortalecer uma gestão menos intuitiva e mais orientada por evidências.
O objetivo é transformar dados em conhecimento institucional, apoiando escolhas mais precisas sobre movimentação processual, produtividade, acervo, gargalos processuais, força de trabalho e prioridades administrativas, sempre observando os limites da LGPD e da governança de dados.
No período, verificou-se a consolidação de importantes instrumentos de monitoramento e análise, com destaque para a criação e disponibilização de painéis estratégicos, como o Painel da Presidência, o Painel de Acompanhamento das Metas Nacionais de 2026 e o Painel de Acompanhamento do Prêmio CNJ de Qualidade, todos voltados ao suporte da alta administração.
Soma-se a isso a implantação do Painel de Acompanhamento do Plano de Gestão, concebido para garantir monitoramento integrado, transparência e alinhamento institucional das iniciativas estratégicas. Também foram publicados boletins informativos com dados institucionais e iniciada a atualização do Predicta, com a inclusão dos dados observados de 2025 e refinamento dos modelos preditivos, ampliando a capacidade analítica do Tribunal.
Paralelamente, avançaram iniciativas voltadas à geração de inteligência aplicada à atividade jurisdicional, como instrumentos de apoio à análise da concessão de justiça gratuita e da previsão de despesas com pessoal, bem como o painel estratégico interinstitucional sobre judicialização da saúde, que reúne dados integrados sobre decisões e demandas da área da saúde.
Destacam-se ainda ações voltadas ao monitoramento de precedentes e sobrestamentos, com a criação de soluções de acompanhamento e triagem de processos, além da estruturação de painéis específicos para áreas administrativas, como despesas relacionadas ao Tribunal do Júri e consumo de insumos.
Complementarmente, a frente registra avanços na estruturação da governança de dados e na disseminação da cultura analítica, com iniciativas como o letramento em dados para gabinetes de segundo grau, a criação de painéis de acompanhamento de atividades internas e o desenvolvimento de mecanismos para identificação de litigância abusiva no eproc.
Essas entregas evidenciam o esforço institucional em qualificar a utilização de informações, transformando dados operacionais em insumos estratégicos para a tomada de decisão, com foco na eficiência, na previsibilidade e na melhoria contínua da prestação jurisdicional.